Sob o ponto de vista clínico, a experiência emocional é um evento psíquico e somático; no caso das emoções abortadas ou frustradas que não se exprimem senão pela modificação de alguns parâmetros corporais, a emoção pode não chegar à consciência. 

Quando ocorrem mudanças no decurso da vida (casamento, mudança de emprego, divórcio, desemprego, entrada na reforma, perda de alguém próximo, mudança de lugar, etc.) põe-se em causa o equilíbrio anterior e as referidas mudanças exigirão uma ajustamento pessoal que confronta as pessoas com a dimensão da perda. Isto aumenta a probabilidade de ocorrer uma doença de tipo neurótico e psicossomático. São momentos de "vulnerabilidade acrescida". Isto é confirmado, por exemplo, pela maior frequência de doenças psicogênicas (sobretudo a depressão) e psicossomáticas nas situações de luto, após a perda de uma pessoa importante na vida. Também se verifica, em cerca de 11% dos futuros pais, sintomas psicogênicos (perturbações de apetência, dores de dentes, náuseas e vômitos), relacionados com a gravidez da respectiva mulher, sintoma que leva o nome de síndrome de a qual provém de um costume muito antigo. 

As emoções têm maior impacto na saúde quando são repetidas ou crônicas. Aliás, os especialistas defendem que a psicossomatização só se verifica quando uma emoção idêntica é vivida frequentemente e a mesma mensagem é enviada com igual frequência para o(s) mesmo(s) local(s) do corpo, o que leva ao desequilíbrio energético do(s) mesmo(s). 

É a combinação desse desequilíbrio de energias e falta de resistência contra as agressões dos fatores patogênicos (relativos às doenças) que vai permitir que uma doença (ou um disfuncionamento) se instale em alguma parte no organismo e se torne real. Destaque-se que a doença tomará proporções mais significativas se a pessoa tiver já uma predisposição hereditária para o tipo de problema de saúde em causa.

por Nelson S. Lima
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