Mente magra...

Ansiedade, obesidade, compulsão, metabolismo lento, alteração na digestão, etc.. São sintomas e somatizações que obedecem fielmente a mente subconsciente.

Todo tratamento que não visar a causa de fato que leva a esses estados será paliativo. No tratamento de doenças como nos problemas psicológicos é de vital importância eliminar as causas, caso contrário os resultados serão insatisfatórios. Todas as terapias bem intencionadas que não chegam a atingir o plano do padrão fundamental trazem poucos benefícios a longo prazo. É uma questão de tempo; em algum momento o padrão trará o afetado de volta a seu campo de atração.

Podemos considerar nossa mente algo assim como um iceberg: 90 por cento dele estão debaixo da água, analogamente, somos mais de 90 por cento controlados pelas suposições, convicções e condicionamento do nosso subconsciente. Nossas crenças subconscientes ditam, controlam e manipulam todas as nossas ações conscientes.

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'Não existe planta milagrosa' para emagrecimento, afirma farmacêutico

Especialista diz que fitoterápicos ajudam, mas são superestimados. Médico ouvido pelo G1 diz que estudos não comprovam eficácia das plantas

Antes mesmo da restrição aos remédios emagrecedores ditada pela Anvisa no final do mês passado, os medicamentos feitos a base de plantas já eram vistos uma opção para quem luta contra a obesidade. Para especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, esse tipo de medicação não tem comprovação científica e não é capaz de resolver o problema. Os chamados "fitoterápicos", feitos a partir de plantas medicinais, podem ser consumidos na forma de medicamentos – pílulas com o princípio ativo das substâncias – ou na alimentação.

O uso dessas substâncias também não pode ser indiscriminado. Assim como os remédios químicos – alopáticos –, eles podem trazer efeitos colaterais. “Não existe planta milagrosa ou planta tóxica; existe planta mal empregada”, afirma Sérgio Tinoco Panizza, coordenador da Comissão de Fitoterapia do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF/SP).

Para o farmacêutico, quem precisa perder peso deve procurar uma equipe de especialistas, a começar pelo médico. É ele quem deve diagnosticar a causa da obesidade e, a partir disso, tratá-la.

Segundo ele, o problema pode estar ligado a diversos fatores, como ansiedade, metabolismo lento ou alterações na digestão. “Não existe um produto milagroso que todo mundo possa tomar”, diz Panizza. “A clínica médica tem que individualizar mais o paciente”, sugere. Para tratar fatores isolados, as plantas podem ajudar.

O alho, por exemplo, é indicado como coadjuvante para abaixar as taxas de colesterol e triglicérides no sangue, e no tratamento da hipertensão arterial. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que regula os medicamentos, reconhece esses efeitos em registro. De toda forma, os fitoterápicos, assim como os remédios alopáticos, não devem ser mais que coadjuvantes.

Invariavelmente, o emagrecimento passa pela redução do número de calorias ingeridas ou pelo aumento do gasto de energia – feito com atividade física. “Está se jogando um peso muito grande em produtos como se eles fossem milagrosos, tanto os naturais como os clínicos”, acredita o farmacêutico.

Comprovação clínica

Para o endocrinologista Márcio Mancini, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o tratamento da obesidade exige remédios com eficiência clinicamente comprovada. Para ele, é “simplista” pensar que atacar certos sintomas com fitoterápicos resolve o problema. “O indivíduo que come por ansiedade tem uma compulsão”, exemplifica Mancini.

“Acupuntura, que pode diminuir ansiedade, nunca conseguiu comprovar que reduz peso”, argumenta o endocrinologista. Na visão do médico, o que poderia ter efeito neste sentido seria o uso de remédios "off-label", ou seja, receitar medicamentos que normalmente são usados para tratar outros males. No caso da ansiedade, antidepressivos podem ser uma opção, segundo Mancini.

Para o farmacêutico Panizza, os fitoterápicos ainda vão conseguir mostrar cientificamente que são eficientes. Ele diz que os testes clínicos para registro na Anvisa começaram em 2000 e é compreensível que ainda não haja muitos resultados. “Transformar conhecimentos milenares em ciência leva certo tempo”, diz o especialista.

Autor: Tadeu Meniconi - Fonte: G1