Ovário policístico e o estresse

Numa pesquisa recente, foi descoberto a causa da síndrome do ovário policístico, é o estresse. O estresse prolongado aumenta a secreação de adrenalina, substância responsável pela repercussão negativa nos ovários. O resultado de influencia da adrenalina prolongada sobre os ovários causa alterações no mecanismo da ovulação, produzindo micro-cistos, que por sua vez, secretam hormônios masculinos em quantidades inaceitáveis para as mulheres.

As estatísticas indicam que 10% das mulheres apresentam a síndrome do ovário policistico. O pior é que o número de mulheres afetadas pelos sintomas do ovário policístico está aumentando ano a ano. A principal queixa é infertilidade primária, ou seja, mulheres que ainda não conseguiram engravidar uma única vez. Outros sintomas são caracterizados pelo aumento dos pêlos, principalmente no rosto e nas pernas, e a acne, um transtorno super temido pelas mulheres porquê atinge a beleza. Nessa lista terrível ainda pode ser acrescentado o baixo libido e o aumento de peso!

Para combater então, o ovário policístico, numa nova visão etiológica , o tratamento deverá abranger, além da correção hormonal, técnicas de relaxamento, yoga, meditação, alongamento e exercícios físicos normais. Os procedimentos com certeza deveriam ser estendidos também para as mulheres que tentam engravidar e não conseguem. Combater o estresse é fundamental para o funcionamento do eixo neuro-hormonal. A idéia é tão óbvia e simples que parece ser extremamente complicada.


É a vida moderna...

Fonte 

A pesquisa


A síndrome de ovários policísticos, problema que afeta aproximadamente uma em quinze mulheres em idade reprodutiva, pode ser causada pelo estresse, segundo estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, que será publicado na revista norte-americana "Endocrinology".

A experiência foi feita com ratas expostas ao estresse causado pelo frio. As fêmeas foram submetidas à temperatura de 4ºC por três horas diárias, durante oito semanas. O estímulo provocou o aumento da secreção de noradrenalina, um dos hormônios responsáveis pela comunicação entre os neurônios. A elevação, por sua vez, levou à concentração de hormônios femininos (estrógenos) e masculinos (andrógenos) nos ovários e a conseqüente produção de cistos.

Mulheres com a síndrome costumam apresentar alterações menstruais, acne, crescimento excessivo de pêlos e obesidade. O problema também pode causar infertilidade, já que a ovulação é comprometida, e aumentar o risco de diabetes e problemas cardiovasculares.

"A experiência também mostrou que, se a atividade noradrenérgica das ratas expostas ao estresse for diminuída, o quadro de infertilidade não se instala", afirma Janete Anselmo Franci, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNec) e coordenadora de um grupo de estudos na USP que investiga os efeitos do estresse sobre o sistema reprodutor feminino.

Para comprovar que o aumento de noradrenalina no cérebro era realmente a causa das alterações no ovário, os pesquisadores lesionaram o principal grupo de neurônios que produzem o hormônio e então expuseram as ratas ao mesmo modelo de estresse. O resultado foi que as cobaias não desenvolveram ovários policísticos, assim como o grupo de controle.

A descoberta pode levar a novas abordagens de tratamento da síndrome. "Mulheres que sofrem de estresse e que por isso têm uma atividade noradrenérgica aumentada poderiam se beneficiar de tratamentos para redução da ansiedade, como uma terapia de apoio ou mesmo com medicamentos que diminuam a liberação deste neurotransmissor", explica a pesquisadora.

O estudo foi tese de mestrado do pesquisador Marcelo Picinin Bernuci e teve apoio da Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Fonte: uol.com.br

Lena Rodriguez

Terapia Vibracional

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