O que é Ansiedade?

O termo tem várias definições nos dicionários não técnicos: aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo etc.

Levando-se em conta o aspecto técnico, devemos entender ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia, ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade, e que tornar-se patológico, isto é, prejudicial ao nosso funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal).

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Comoção aflitiva de quem receia que uma coisa suceda ou não, sofrimento de quem espera,  impaciência, desejo veemente, sofreguidão – dicionário Aurélio.

A Ansiedade é um processo natural a todo ser humano. Mesmo as emoções consideradas por nós como negativas, tem um propósito na existência humana. Servindo como um sinal de alerta para a mente, ela avisa o corpo que é o momento de fabricar energia; funciona como ferramenta psicológica de motivação para a realização de uma ação futura.

Porém o chamado nervoso é  ansiedade em excesso,  pode prejudicar o senso de realidade e a saúde. Insônia, dor de estômago e o famoso “deu branco na hora H”, são sintomas de um estado ansioso intenso, os quais  diminuem  nossa capacidade de realização na vida.

Quando a energia produzida pela Ansiedade não é utilizada na realização de uma ação, o desequilíbrio se instala. A pessoa passa a viver apenas na mente, na tentativa de controlar o futuro em pensamento, perde o contato com a realidade presente.

A energia criada pelo sinal dado através da Ansiedade existe e precisa ser gasta em alguma ação. A mente procura regular esse desequilíbrio e é obrigada a criar válvulas artificias de escape, para drenar o excesso de energia acumulada. A mais comum delas é a ação de Comer compulsivamente. Vícios e distúrbios psicológicos compulsivos estão intimamente ligados ao excesso de ansiedade, são formas de dar vazão a esse desequilíbrio energético.

Os Atletas ficam ansiosos pelo dia da competição, mas utilizam a energia da ansiedade de forma produtiva, na ação de se preparar para a prova. Com isso atingem o máximo de seu potencial, estando no melhor de si para enfrentar o desafio competitivo.

Medicamentos

O nível de Frustração da pessoa Ansiosa é muito grande. Vivendo no vir a ser, sem nenhuma realização, ela corre um enorme risco  de entrar em um processo depressivo. Nosso Cérebro funciona como um computador, nossos pensamentos criam circuitos mentais, os quais podem ser saudáveis ou destrutivos.  Os circuitos mentais podem ser considerados como o Software padrão do computador, lembrando que somos nós os programadores desse sistema.

Nossas crenças e paradigmas dão significado às interpretações das situações da vida. Nossa forma de encarar os desafios da vida é que define a qualidade positiva, ou negativa desses circuitos mentais. Assim, alimentar circuitos cerebrais negativos, com preocupações desnecessárias tem um alto preço físico e mental, além de aumentar as chances de fracasso pessoal.

Buscar a causa da Ansiedade em excesso também tem seu preço, o autoconhecimento exige tempo, responsabilidade, estudo e dedicação, mas possibilita a solução permanente do problema e maior êxito nas realizações de vida.

Segundo boletim publicado pelo Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da Anvisa, o uso de medicamentos ansiolíticos, hoje, ultrapassa o de antibióticos; sendo responsável por 40% das vendas de remédios controlados nas farmácias. Medicamento é necessário em alguns casos e deve ser indicado apenas por profissionais médicos especializados na área.

Identificar a causa da Ansiedade em excesso é a única solução de cura ao paciente, os ansiolíticos não devem ser usados eternamente. A Terapia conjunta ao uso de medicamentos é necessária para a solução do problema com a ansiedade.

Na vida moderna de hoje, onde impera o imediatismo e o comodismo, parece normal o uso de “calma e felicidade em  pílulas”.  Médicos de áreas não especializadas receitam sem escrúpulos e de forma usual medicamentos que atuam como droga no organismo. A indústria farmacêutica agradece e seu fígado fica envenenado, inclusive pelo fato de as pessoas continuarem a tomar bebida alcóolica, mesmo usando medicamento controlado.

O autoconhecimento exige mais trabalho que tomar remédios.  Porém, conhecer a Si traz discernimento, firmeza e liberdade. Tomar medicamentos traz ilusão, dependência  e prejuízos diversos. Quando o usuário para os remédios, volta a ansiedade e os problemas na vida da pessoa também reaparecem.

Conhecer e Controlar a si mesmo

O Ansioso  tem o medo como crença inconsciente, por isso tenta ilusoriamente controlar o futuro, fica maquinando em pensamentos um “plano” de defesa  para se proteger desse futuro perigoso , mas sem uma ação eficaz . Alimenta circuitos mentais  negativos trazendo exaustão física e mental para o presente.

Os medos podem ser de vários tipos, medo de Si mesmo, de duvidar da própria capacidade de realização; medo da opinião dos outros, de ser inadequado, de decepcionar a expectativa alheia; medo de deixar o passado já conhecido para  trás e de explorar novas oportunidades futuras. Apenas o autoconhecimento é que pode mostrar qual é o medo inconsciente causador do excesso de ansiedade.

Proponho uma reprogramação da mente criando novos circuitos mentais positivos, através da mudança de crenças baseadas no medo(...)

Gisela Luiza Campiglia - Fonte


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