Como Bach explicou em sua obra Heal Thyself (Cura-te a ti mesmo), a doença é uma mensagem para mudarmos. Uma oportunidade para tomarmos consciência das nossas imperfeições e para aprendermos as lições da vida, de modo a podermos cumprir melhor nosso verdadeiro destino.

No âmago de toda a doença está o conflito entre o Eu Superior e a Personalidade e nunca será erradicada sem que haja um grande esforço mental e espiritual no sentido do nosso autoconhecimento e da nossa evolução.

Segundo suas próprias palavras:

“... toda a alma encarnada está aqui com o propósito especifico de ganhar experiência, compreensão e aprimoramento (...) a menos que essa missão seja cumprida, ainda que de forma inconsciente, haverá inevitavelmente um conflito entre a alma e a personalidade do individuo, acarretando doenças físicas...”.

“O sentimento do medo, através do seu efeito depressor sobre a atividade mental, provoca desarmonia nos nossos corpos físico e magnético e abre caminho para a invasão bacteriana. A verdadeira causa da doença está na nossa personalidade...”.

"As verdadeiras doenças básicas do ser humano são defeitos tais como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a indecisão e a avidez".

Bach utilizou os remédios florais não apenas para tratar reações emocionais às doenças como também os temperamentos que favorecem o surgimento de patologias celulares no corpo físico.

Os florais, portanto, não são apenas “gotinhas mágicas” ou “anestésicos emocionais”. Ao contrário. As essências florais agem como catalisadores de uma percepção mais consciente e transformadora das causas dos nossos conflitos. Harmonizam estados mentais, emocionais, energéticos e conseqüentemente físicos que estejam em desequilíbrio.

São tonificantes das nossas forças anímicas, permitindo-nos aprender e crescer com os desafios da vida. Elas nos convidam a uma jornada de cura, e podem ser nossas aliadas e guias ao longo do caminho. As essências não pretendem eliminar sem dor os nossos problemas, nem oferecer gratificação instantânea. Tal expectativa leva inevitavelmente à impaciência, desilusão, passividade ou desapontamento. E, o que é mais importante, resulta na falta de disponibilidade da pessoa em se tornar um participante ativo no seu próprio processo de cura.

Como catalisadores internos, as essências florais estimulam nossa capacidade de responder, ou de assumir a responsabilidade pelo nosso crescimento, pois aprofundam a percepção consciente de nossos sentimentos, de nossas atitudes subjacentes e de nosso Eu espiritual.

Além de nos conectar com específicas energias curadoras de determinadas flores, as essências evocam o Manto Curador de Natura, da Natureza como um ser vivo. Vivenciaremos então como a Natureza pode nos nutrir e proteger, e como nossa própria cura é inseparável do respeito e cuidado que temos pelo ser Terra. Desse modo, a alma individual encontra uma conexão com a Anima Mundis, a alma do mundo, a alma da Natureza.

Quando a terapia floral é conduzida até seu pleno desenvolvimento, o Eu Espiritual torna-se o princípio organizador central na vida da alma. Assim como o Sol irradia sua luz nas muitas dimensões da vida anímica, a percepção consciente do Eu dá contexto e significado aos outros níveis do desenvolvimento anímico, os quais abrangem as nossas emoções, a relação com o corpo, a sintonia com a Natureza, a vocação e propósito na vida, bem como a vida interior, o desenvolvimento da criatividade, os relacionamentos pessoais e a Lei de Causa e Efeito que nos rege.

Então chegamos à percepção de que o despertar do centro espiritual dentro de nós, bem como sua expressão em todos os aspectos da nossa vida, é a verdadeira meta da terapia floral. Enquanto estamos vivos nesta Terra, nossa alma sempre zenfrentará desafios e sempre terá a necessidade de aprender e evoluir na escola da vida. Se enxergarmos as essências florais como catalisadores do crescimento da alma, e não como remédios que solucionam nossos problemas, elas sempre terão a possibilidade de nos ajudar, permanecendo como preciosas aliadas através dos muitos ciclos e espirais da evolução da nossa alma.

Possíveis efeitos colaterais

Há perigos ou efeitos colaterais associados ao uso das essências? Em geral, as essências florais estão entre os mais seguros e auto-reguladores de todos os remédios disponíveis. Se tomarmos essências que são totalmente inapropriadas e têm pouca relação com as nossas verdadeiras questões, nesse caso sentiremos pouco efeito.

As essências florais atuam por ressonância; assim, essências erradas não farão vibrar nenhuma "nota" em nossa alma. Se tomarmos um número excessivo de essências ou essências que só tratam questões menores, então elas podem ser ineficazes; não conseguiremos mudanças substantivas ou estas demorarão muito mais tempo para ocorrer.

Às vezes, seleções inadequadas ou caóticas de essências estimulam a confusão ou uma sensação de desconforto. É possível que demasiadas questões sejam "revolvidas" ou que a mudança aconteça mais rápido do que a pessoa pode tolerar. Há ocasiões em que a rápida transformação psicológica - ou nossa resistência a ela - pode produzir sensações físicas desagradáveis, como fadiga, erupções cutâneas ou dor de cabeça. Tais reações geralmente duram pouco e podem ser uma indicação para que se reformule a combinação floral ou se trabalhe com aconselhamento e outras práticas a fim de remover quaisquer impedimentos psicológicos ao processo terapêutico.

A crise de conscientização

Uma experiência comum relatada por pessoas que usam as essências florais é a intensificação de certas características antes de a transformação ser vivenciada. Por exemplo, uma pessoa que está tomando a essência Willow devido ao ressentimento talvez tenha uma aguda percepção consciente desse ressentimento, antes de ser capaz de largá-lo e perdoar. Essa piora aparente de uma característica emocional é semelhante à "agravação" produzida por um remédio homeopático ou a "crise de cura" estimulada por práticas de purificação tais como o jejum.

Podemos chamar esse fenômeno de crise de conscientização, ou crise de percepção consciente, pois ele é causado pela vinda, à superfície da percepção consciente, das emoções e atitudes inconscientes. Já que antes estavam ocultas ou eram desconhecidas, essas qualidades parecem mais intensas quando trazidas à consciência. Tais experiências nos oferecem uma clara oportunidade de testemunhar e reconhecer os aspectos negativos ou disfuncionais de nós mesmos.

O apoio de um aconselhador, a auto-reflexão, a manutenção de um diário e outros meios de fortalecimento do aspecto "observador" da consciência podem ajudar a criar uma jornada mais suave através das águas às vezes agitadas dessa experiência.
Se a crise de percepção consciente tornar-se demasiadamente intensa (além de um nível saudável de desconforto), caso a pessoa pode reduzir a freqüência da dosagem ou mudar a seleção de essências florais para facilitar o processo.

Junto com a percepção consciente vem a capacidade de compreender e de mudar. É difícil deixar ir o ressentimento e perdoar, se a pessoa não tem consciência dele ou nega ter qualquer ressentimento. Se a autopercepção consciente já está sendo cultivada, com freqüência a crise de percepção consciente não se faz necessária; é mais provável que a pessoa passe diretamente para o estágio transformativo do processo floral.

Fonte

Cuide bem de você... www.cuidebemdevoce.com