Continuando a conversar sobre os fatores que determinam uma vida de qualidade, ocorreu-me tecer algumas considerações sobre as emoções.

Freqüentemente não nos preocupamos muito com elas, tampouco lhes atribuímos a importância que realmente têm na nossa vida. Entretanto as emoções são inerentes ao ser humano, podendo dizer-se até, que o corpo, a mente e as emoções estão integrados como um todo, influenciando os sistemas internos.

Sabe-se que a medicina ocidental reconhece essa interação, “... as emoções afetam o sistema límbico dentro do cérebro, os impulsos nervosos percorrem em descendência o hipotálamo, atravessam os centros nervosos, simpático e parassimpático e finalmente alcançam os órgãos internos. Assim o impulso nervoso, desencadeado pela indisposição emocional é  transmitido a  um órgão relevante.”    Contudo, ponderando a importância do fator emocional os chineses ao contrário, consideravam a influência das emoções como parte natural da existência, sendo impossível conceber-se  um ser humano  capaz de viver livre de algum instante de sentimentos como tristeza, alegria, preocupação, medo, angústia e uma variedade de outras manifestações emocionais.

Na visão desses antigos povos, as emoções só se tornam prejudiciais quando são exageradamente intensas e, sobretudo quando muito duradouras, especialmente quando não se consegue expressá-las ou não se lhes atribui o devido valor.

Considerando-se que as emoções o corpo e a mente formam um todo contínuo integrado e inseparável, as emoções podem causar um desequilíbrio como também serem causadas por desequilíbrio em algum sistema interno.       

Nos artigos anteriores, percebemos a educação como uma grande aliada do ser humano no âmbito da preservação da saúde e da qualidade de vida, pois ela busca dar entendimento às pessoas das relações existentes entre a saúde, a sua atitude, e a sua relação com o meio ambiente. Educar para a saúde refere-se também, ao processo pelo qual adquirimos competência em administrar o estresse e os medos bem como a proposta de estabelecer mudanças na vida cotidiana com, o objetivo de melhor gerenciar as emoções.

Sabe-se que a vida moderna proporciona uma série de confortos e possibilidades, e que o ser humano vive constantemente buscando satisfazer essas “necessidades”, entretanto, nem sempre ele consegue fazê-lo, o que pode lhes acarretar angústias, ansiedades e desequilíbrios emocionais.

A cada dia aumenta o número de vítimas de medos indefinidos, ansiedade, raiva reprimida, ressentimentos, traumas, insegurança, indecisão, tristeza e outros desajustes provocados por emoções desequilibradas. Na visão de alguns pesquisadores das teorias psicossomáticas muitas doenças tem suas causas nos conflitos emocionais, quando sentimentos são reprimidos expressando-se no corpo como desequilíbrios físicos. Dr.Edward Bach foi um médico inglês que na década de 30 já buscava compreender nos seres humanos as dificuldades relacionadas ao descontrole das emoções. Segundo ele, o espiritual vem antes do material e sendo assim precisamos curar o espiritual também enquanto curamos o corpo físico partindo do princípio de que “Para compreender a doença, seu objetivo, sua natureza e sua cura, precisamos em parte compreender a razão do nosso ser e as leis de nosso Criador em relação a nós”. 

Segundo Boucinhas,  Dr.Bach, homem profundamente espiritualizado, afirmava que “o medo, o egoísmo, a apatia, a ignorância, o ódio, o ciúme e a avareza constituíam-se verdadeiras causas de enfermidades” devendo-se por isso localizá-los e combatê-los a fim de que o ser humano encontre a harmonização e o equilíbrio.

Dr.Bach foi um grande bacteriologista professor e pesquisador. Conhecedor da homeopatia seguia a metodologia deixada por Hahnemann. Trabalhou em vários centros médicos da Inglaterra como o University College Hospital de Londres no London Homeopathic Hospital dentre outros, e foi dessas observações bem como do seu convívio com a natureza que em 1930 ele descobriu o sistema de Terapia Floral.

Campadello  considera os florais como “porta de emergência ou válvula de escape de uma caldeira. Aliviam de forma rápida e eficiente as pressões acumuladas pelos dissabores diários que bloqueiam o fluxo de informações de dentro para fora, provenientes da bagagem de conhecimento acumulados durante a vida, desvendando os segredos do inconsciente, liberando o fluxo da energia psíquica”.

Alguns pesquisadores consideram que Dr. Edward Bach, intuitivamente descobriu que as essências florais têm a capacidade de diluir estados de ânimo causadores de enfermidades ou de desequilíbrios energéticos.

Na concepção de Caribé, “As essências florais agem, portanto, como um meio de auto desenvolvimento. Segundo eles, os florais têm a propriedade de restabelecer a harmonia e a paz aliviando e revertendo a posição de dor e sofrimento”.

A terapia floral de Dr.Edward Bach mostrou-se tão eficaz no tratamento das emoções que por seus resultados já é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Fontes:

* MACIOCIA, Giovanni. Os Fundamentos da Medicina Chinesa: um texto abrangente para acupunturistas e fitoterapeutas. SP: Roca,1996.

* Bach,Edward.A terapia floral: Escritos selecionados de Edward Bach.SP : Ground,1991.

* Gaetner, J.A.Boucinhas,J.C.Aprofundamento em Vegatest. SP: Ícone,2002.

* Campadello,Píer.Autocura pelos Florais de Bach.SP: Madras,2002.

* Azevedo,A.A.Caribé,Valverde,R.Iridologia e Florais de Dr.Bach.SP:Ground,1994.

Fonte: Antonia Regina Cruz Melo

Data da Publicação: 04/10/2010

Código de referência: 168

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