Não se deixe enganar por mim, não se engane com as máscaras que eu uso, pois eu uso mil delas e nenhuma delas sou eu. Fingir é uma arte que se tornou uma segunda natureza para mim, mas não se engane.

Eu dou a impressão de que sou seguro, de que tudo está bem e em paz comigo, que nome é confiança e tranquilidade é meu lema; que as águas estão calmas e estou no comando sem precisar de ninguém. Mas não acredite nisso tudo, por favor. A minha aparência é tranquila, porém é apenas uma aparência. Ela é uma máscara superficial, máscara que sempre varia de acordo com a ocasião. Por baixo dela não há tranquilidade nem calma. Por debaixo disso tudo reside uma parte de mim confusa, medrosa e abandonada. Mas eu oculto tudo isso, pois eu não quero que ninguém veja. Eu fico em pânico ante a possibilidade de que minha parte fraca fique exposta e aí eu mantenho meu papel, minha fachada de quem não se deixa tocar, para me ocultar do olhar que possa perceber. Mas esse olhar, muitas vezes, pode ser justamente meu resgate. Minha única salvação e no fundo de mim, eu sei disto. É a única coisa que pode iniciar um processo de auto resgate, me libertar de mim mesmo, dos muros da prisão que eu mesmo levantei, das barras e garras que eu mesmo, tão dolorosamente, construo. Mas eu não digo nada disso à você. Não ousaria. Tenho medo!

Eu tenho medo que seu olhar não seja acompanhado de acolhimento, aceitação, amor mesmo. Tenho pavor que você me menospreze, que possa desfazer de mim mais que eu já me desfaço, fazendo com que eu me sinta mais ferido....Eu tenho medo que ao acontecer isto, eu encontre dentro de mim uma sinalização de que “eu não valha nada” e que todo mundo veja e me rejeite.
Então, eu continuo a viver meus jogos, meus jogos de fingimento, com a fachada de segurança por fora, ocultando uma criança tremendo por dentro. Continuo desfilando muitas máscaras, todas vazias e minha vida se torna um campo de batalha. Eu converso com você uma conversa inútil e superficial. Digo a você muitas coisas que não têm a menor importância, calando o que arde dentro de mim. Mas não se engane por essa rotina. Por favor, ouça atentamente e escute o que eu não estou verbalizando, e que gostaria de falar, o que preciso, mas não sou capaz de dizer. Eu não gosto de me esconder, sinceramente não gosto. Eu gostaria mesmo era de ser genuíno, espontâneo, eu mesmo. Porém eu preciso ser ajudado. Você pode me ajudar, segurando minha mão, mesmo quando esta seja a última coisa que eu demonstre necessitar. Cada vez que eu me sinto acolhido e ouvido, cada vez que alguém tenta compreender, demonstrando aceitação; um par de asas nasce no meu coração. Asas pequenas e frágeis, porém ASAS. Com sensibilidade, afeto e compreensão, eu me sinto CAPAZ. Esta tarefa não é fácil nem para mim nem tampouco para quem tenta me ajudar. As ideias e as crenças de que eu não valho nada vêm de muito tempo e criou muros fortes. Mas existem atitudes e sentimentos mais fortes e poderosos que esses muros e aí está minha esperança, minha salvação. Por favor, ajude-me a destruir esses muros com mãos fortes, porém gentis, já que há muitos pontos doloridos.

E agora, você poderia perguntar quem sou eu???

Eu sou uma pessoa que você convive diariamente; porque eu sou todo homem, toda mulher, toda criança....todo ser humano que você encontra.

(Autor desconhecido)

 

“A verdadeira felicidade só poderá ser alcançada se nos mantivermos fiel a nós mesmos, pois não somos essas máscaras...” (L.Rodriguez)

Cuide bem de você...

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