Metamorfose

O "corpo de dor"

Postado por Lena Rodriguez em quarta, fevereiro 20, 2013 Em: Terapia

Eckhart Tolle, o autor de "O Poder do Agora" descreve, neste trecho de uma de suas palestras, uma das formas de atuação do "corpo de dor".

 

"No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos- o pensamento acontece em nós.

“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece. A voz na nossa cabeça tem vida própria.  A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar.

O termo oriental para isso é carma. O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz. A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo - a ameaça vem da mente.

O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso. Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja - tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante.

Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos.

Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade. Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.
O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia. Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos - o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso.

Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.

Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida. Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.

Pode ser um verdadeiro choque quando - talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.

A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes - e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle. Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um “corpo de dor”, no entanto seria sensato escolher alguém que não tivesse um “corpo de dor” tão denso.

O começo da nossa libertação do “corpo de dor” está primeiramente na compreensão de que o temos. É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles.

Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente. No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia. A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.

 

O que podemos fazer:

 

1. Você não é seus pensamentos. Você é a consciência por trás dos pensamentos. Pensamentos costumam ser negativos e dolorosos, ansiando e temendo algo no futuro, queixando-se sobre algo no presente ou revendo uma questão do passado. No entanto, os pensamentos não são você; eles são uma construção do ego. A consciência de seus pensamentos é o primeiro passo para a liberdade.

 

2. Apenas o momento presente existe. Que é onde a vida é (na verdade é o único lugar onde a vida pode verdadeiramente pode ser encontrada). Tornar-se consciente do “agora” tem o benefício adicionado que chamará a sua atenção longe de seus pensamentos (negativos). Aprecie agora plenamente seu mundo externo e tudo o que você está enfrentando. Olhar e ouvir atentamente. Dar atenção aos pequenos detalhes.

 

3. Aceitar o momento presente. É a resistência ao momento presente que cria a maioria das dificuldades em nossa vida. No entanto, a aceitação não significa que você não pode tomar medidas para regularizar a situação em que você está. O importante é a resistência à queda, para que você seja o momento, e que qualquer ação surge da consciência mais profunda e não de resistências. A grande maioria da dor na vida de uma pessoa vem de resistência ao que é.

 

4. Observe o corpo de dor emocional. Anos de padrões de pensamento condicionado, individualmente e coletivamente, resultaram em reações emocionais habituais com uma aparente personalidade própria, cheias de calor e razão aparente. Atacamos porque nos sentimos atacados.   Durante “ataques de dor emoional”, podemos tornar-nos completamente identificados com essa identidade de “dor” e responder a partir de sua agenda – o que é criar mais dor para nós mesmos e outros. Observando o corpo de dor criamos a consciência para podermos separar esta identificação inconsciente com a dor do momento que estamos passando por algo constrangedor, doloroso ou trágico. Este corpo de dor nos ataca quando menos esperamos, mas ele pode ser reconhecido e transformado!" 

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“É a mente que proporciona o desequilíbrio da floral intestinal. As doenças começam no intestino e depois se manifestam em outras partes do corpo, tudo sob o comando da mente.” (Carlos Lyrio-médico)

O acúmulo de substâncias tóxicas debilita o sistema imunológico e contribuem para o desenvolvimento dos parasitas em diversas partes do corpo onde essas substâncias se encontram. Segundo vários estudos os parasitas e bactérias passam a habitar um determinado órgão por encontrar nele contaminantes que lhes serve de alimento.

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"Dentro das linhas que o mantém prisioneiro estão apenas suas ideias e crenças. Fora dessas linhas estão suas novas ideias." LIBERTE-SE !!! Dra. Hulda

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A Terapeuta


Lena Rodriguez Acredito em tratamentos não agressivos e que vá na - causa - do problema que se apresenta, que por prática e vivência aprendi a perceber,que só se dá em nossa mente... O que nos faz cem por cento responsáveis por TODOS e TUDO a nossa volta, em nosso mundo. Acredito também, em terapias que estejam aliadas a processos de despertar, para que possamos sair desse circulo vicioso que infringimos a nós mesmos e cessarmos com a auto crucificação... A auto aceitação é imprescindível, assim como ser muito gentil consigo mesmo. Aceitar-se, não quer dizer resignarmos, mas sim que, podemos não estar satisfeitos na vida, por uma razão ou outra, não importa... Porém, temos escolhas... A partir do auto cuidado, tive por ideal de vida ser um elo de auxílio para que outros pudessem sentir o mesmo bem estar físico, mental, emocional e espiritual... Resumindo; um estar de bem com a vida = paz interior. Paz que conseguimos ao libertar nossa mente de programas e registros subconscientes. Sou grata à existência, a tudo que pude ter acesso para desvelar o EU que Realmente Sou... Gratidão, igualmente a todos que confiaram e confiam em meu trabalho nesses mais de 20 anos. Bençãos a todos!

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A Comissão dos Cidadãos para os Direitos Humanos (CCHR) é um serviço de vigilância da saúde mental sem fins lucrativos, responsável por ajudar a aprovar mais de 150 leis que protegem os indivíduos de práticas abusivas ou coercivas. A CCHR há muito tempo que luta para restabelecer a base inalienável dos direitos humanos no campo da saúde mental, incluindo mas não se limita a, consentimento informado pleno sobre a plena legitimidade médica do diagnóstico psiquiátrico, os riscos de tratamentos psiquiátricos, o direito a todas as alternativas médicas disponíveis e o direito a recusar qualquer tratamento considerado prejudicial...   http://www.cchr.pt/

 

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