A Energia Orgônica

A energia orgônica não é nova, a preocupação do ser humano com esta energia também não é nova. Os que a mais tempo se preocuparam com esta energia, que é tão antiga quanto o universo, foram os kahunas, os magos da Polinésia, que deram à energia o nome de mana; depois os chineses aprenderam a localizar com a ponta dos dedos os pontos de condensação dessa energia, a que deram o nome de tchi. Os chineses também descobriram que quando esta energia ficava bloqueada em pontos de condensação, os pontos de acupuntura ou doin, surgiram doenças que eram curadas mediante o uso de agulhas ou a pressão dos dedos nos citados pontos. A energia voltava a circular pelos meridianos e a saúde era restabelecida. Isto os chineses já sabiam a cerca de quatro mil anos.


Pitágoras que além de matemático, astrônomo, filósofo era também médico, dava o nome de pneuma a essa energia na Grécia a quatrocentos anos A.C. Ele fundou a Escola das Mulheres Pitagóricas, mulheres de grande cultura, muito respeitadas pelo seu saber em época de sociedade patriarcal. Pitágoras foi, portanto, o primeiro feminista no planeta Terra. Hipócrates, cem anos mais tarde, deu o nome de Vis Medicatrix Naturea a essa energia e acreditava que o perfeito equilíbrio entre o corpo, a mente e o espírito só era possível quando essa energia circulava em perfeito equilíbrio, o que conseguia através da prática a que dava o nome de medicina Holística. Até os dias de hoje os médicos fazem o juramento de Hipócrates.

Todos os outros estudiosos davam um nome diferente à esta energia. Mesmer chamava de magnetismo animal e Samuel Haneman dava o nome de força vital a essa energia. Haneman descobriu que se determinada substância produzia sintomas que significavam determinada doença, a mesma substância em diluições infinitesimais passava a curar a doença que correspondia aos sintomas provocados pela substância. Haneman deu o nome a este princípio de “similibus similibus curandus”, isto é, o mal cura o próprio mal ou mais claramente o agente que produz o mal é o mesmo que o cura. Haneman descobriu que as diluições progressivamente feitas iam medicamento perdia massa, ganhava energia. Quando a substância era diluída tantas vezes que já não era possível registrar moléculas da substância no líquido usado para diluí-la, mais ativa se tornava a substância como medicamento. É este o princípio da homeopatia.

Finalmente Reich teve o mérito de estabelecer as leis que regem esta energia, as propriedades da mesma e denominando-a de energia orgônica, livre dos conceitos místicos que a envolviam, portanto colocando-a definitivamente a nível de ciência. Wilhelm Reich conseguiu provar que a perfeita circulação em nosso corpo da energia orgônica coincidirá com a saúde perfeita e isto acontecia quando as emoções positivas dominavam. 

A alegria, prazer, tranqüilidade, segurança e o amor expande nosso organismo deixando a energia circular livremente. Quando a tristeza, dor, medo, insegurança, intranqüilidade ou o ódio nos dominam, o nosso organismo, ao contrário, se contrai, os músculos se tornam tensos, comprimindo os vasos sangüíneos e impedindo, assim , a circulação plena da energia orgônica. O nível energético cai em nosso organismo que, assim, se torna tanto vulnerável às doenças conseqüentes aos agentes externos como aquelas que ocorrem devido ao funcionamento inadequado de nossos órgãos e células. As leis que regem esta energia e que serão explicadas a seguir permitirão que possamos compreender a relação entre o psíquico e o somático, a relação entre certas emoções e a saúde ou a doença. Também permite explicar como a liberdade pode ser relacionada à vida e sua privação à anti-vida. Assim enquanto a liberdade proporciona a segurança e tranqüilidade, permitindo, assim, a livre circulação da energia orgônica, a energia da vida e consequentemente a saúde, a opressão suprime a liberdade, gera o medo e a intranqüilidade e bloqueia, assim, pela contração que se instala no organismo a circulação da energia e a doença se instala. As vítimas da prepotência para se defender criam as couraças, que permitem que agredido consiga controlar suas emoções de revolta que redundariam em novas agressões de parte do poder opressor. Ironicamente, porém, mesmo quando a liberdade volta para o oprimido, este já não pode mais usufruir prazer, tranqüilidade ou outras das emoções sadias porque a couraça instalada, não permite a circulação perfeita da energia da vida. Concluindo, o ser humano não necessita apenas da liberdade de ir e vir a liberdade política. Ele necessita gozar da liberdade de se permitir o fluxo de energia de seu próprio corpo que pode ser detido ainda na infância pelos entes mais queridos que por sua vez teriam sofrido os mesmos bloqueios na sua infância.

É o que Reich denominou de pedagogia às avessas. A razão de nos adoecermos tanto, começa na infância e é o preço de sermos racionais e não ser respeitada nossa racionalidade pelos que nos educam. Toda criança tem necessidade de tocar nos objetos algumas vezes para sentir o seu peso, sua superfície, se é lisa ou rugosa, enfim de informar e computadorizar no cérebro esses dados para no futuro, não ter necessidade de pegar nos objetos a fim de reconhecê-los. Acontece que os adultos sabem que a criança ainda não tem coordenação motora bem desenvolvida, havendo, portanto, o risco da criança destruir um objeto precioso e até mesmo insubstituível. Então o adulto reprime o desejo da criança que deverá ser satisfeito evidentemente com o cuidado de proteger o objeto de maneira que a criança não o destrua satisfazendo, assim, uma curiosidade necessária e legítima da criança. 

A criança como ser racional que é, fica irritada por não poder satisfazer uma necessidade real de reconhecer e computadorizar as informações obtidas no cérebro. Como ser racional que é, percebe que levará desvantagem se insistir, pois o adulto é mais forte e poderá puni-la pela “teimosia” em tocar no objeto. Cabe esclarecer que possuímos cinco anéis; um ao nível da mandíbula, que quando em tensão bloqueado, gera a fala entre dentes, bastante freqüente. Outro anel ao nível da garganta que bloqueado, tenso, gera a fala rouca, anormal. O anel diafragmático é o que responde mais freqüentemente se tornando tenso quando a criança sofre repressão sem que lhe seja explicada a razão e gera o bloqueio do diafragma e a tão freqüente asma brônquica como conseqüência. Ainda há um quarto anel ao nível do plexo solar e outro ao nível da genitália.

Porque se instala uma primeira couraça ao nível do diafragma quando ocorre o que Reich chama de pedagogia às avessas ? O motivo é simples: o equilíbrio neurovegetativo é mantido quando o diafragma sobe e desce ritmicamente ora subindo e assim, tencionando o simpático e ao descer excitando o vago o que gera um movimento de contração e expansão, a pulsação normal. Quando ocorre a repressão, a criança se irrita e há descarga de adrenalina. Se esta adrenalina não é utilizada e queimada pela contração muscular, como ocorre com os animais irracionais que irritados mordem, dão o bote, a criança reprime ou tenta reprimir a descarga de adrenalina prendendo a respiração à nível diafragmático, a fim de evitar a excitação do vago-simpático. É assim que se instala a couraça que continuará a ser reforçada na escola onde a professora a trata da mesma maneira. Depois no trabalho, nas relações com o Estado, repressões sobre repressões, acaba havendo a criação da couraça definitiva.

Como conseqüência, surgem doenças psicossomáticas começando pela asma brônquica e mais tarde as doenças anti-imunes, as úlceras pépticas, as doenças

cardíacas, circulatórias, as neuroses, as psicoses e finalmente o câncer. O inconsciente cria todas estas mazelas para desviar a atenção do consciente para a dor física, somática, aliviando, assim, a dor moral, psíquica. A mulher que está casada com um homem de quem ela não gosta ou vice-versa, consegue se conformar somatizando de alguma maneira, adoecendo para poder desviar a atenção do psiquismo não satisfeito.

Assim a bioenergética pode explicar à nível de ciência o porque da doença psicossomática . Quando a energia deixa de circular, há a somatização no local onde ocorreu o bloqueio.


A ENERGIA ORGÔNICA, SUAS PROPRIEDADES

1- A energia orgônica está presente em todo o universo e se incorpora a toda a matéria orgânica e mineral.

2- A energia orgônica saudável é azul e sua polaridade é negativa. A energia orgônica prejudicial é avermelhada e sua polaridade é positiva.

3- A energia orgônica saudável de cor azul circula sempre de oeste para leste. A energia orgônica prejudicial é avermelhada e circula de leste para oeste e surge na iminência de tempestade elétrica e durante as descargas elétricas (raios e trovões). Logo após a tempestade a energia volta a cor azul, é novamente benéfica e sua polaridade é negativa e volta a circular na atmosfera de oeste para leste.

4- As células carregadas de energia orgônica apresentam membrana tensa e emitem luminosidade azul; as células privadas de energia se retraem e finalmente se decompõe em bacilos T.

5- A matéria orgânica saudável, com vitalidade plena, levada a incandescência e projetada em meio de cultura constituído de 50% de caldo de cultura e 50% de cloreto de potássio 0,1 normal, tudo esterilizado em autoclave a 120 centígrados, libera corpúsculos de cor azul, com forte luminescência, pulsáteis, com características de ser vivo produzido em laboratório, os bions PA.

6- A matéria orgânica em decomposição, se de natureza vegetal, e sofrendo o mesmo procedimento relatado no item anterior (5) dá surgimento a protozoários, os org. protozoários. A matéria orgânica animal em putrefação e sofrendo o mesmo procedimento da matéria vegetal, dá origem aos bacilos T.

7- Os bacilos T inoculados em camundongo geram câncer nos pequenos roedores. Os bions azuis PA inoculados nos camundongos cancerosos, curam o câncer dos mesmos. Os bions PA carregados de energia orgônica, energia da vida, devolveram a saúde aos camundongos.

Fonte: A energia Orgônica – Dr. Luiz Moura – Brasil (pdf)