O sistema límbico é a unidade responsável 
pelas emoções no cérebro humano

Certas emoções são acompanhadas de modificações da pele (o rubor, o prurido e a transpiração). Estes laços, entre pele e psiquismo, foram reconhecidos muito cedo. O médico Jasaliq, num seu trabalho de 1155, estabeleceu uma relação entre Psoríase e o estado de alma do indivíduo (Shafii e Shafii)

A pele constitui o revestimento exterior do homem, isto é, o seu invólucro. É através dela que se estabelecem muitos contatos; serve de meio de comunicação e simultaneamente de proteção, face ao mundo exterior. Desempenha ainda um papel essencial na socialização e pode, quando está alterada, levar a rejeição e/ou evitamento por parte de outros. É o caso da Psoríase.

Breve abordagem histórica

Já na antiguidade se tinha em conta os fatores psicológicos na sua relação com as doenças. Os escritos de Hipócrates estabelecem uma ligação entre temperamento e doença.

Na Idade Média, um cirurgião, Henri de Mondeville (1260-1320) colocou a tónica na necessidade de proporcionar prazer e alegria ao doente, porque, segundo dizia, “mesmo o mais ignorante” sabe “que a alegria e a tristeza são acidentes da alma e o corpo prospera com a alegria e definha com a tristeza” (...) “O enfermo deve manter-se continuamente alegre e satisfeito com os amigos, jogando amistosamente com eles aos dados e ganizes, apostando vinho ou alimentos. Não se deve exasperar, nem aborrecer...”.

Morgagni (1682-1771) aludia à diarreia devido ao medo. Trousseau (1801-1867)insistia na origem nervosa do hipertireoidismo e de certas diarreias. Este defendia a “influência da emoção moral” dizendo, na sua auto-observação, quando analisava os papéis respectivos de um acesso de cólera: “o meu sistema nervoso encontrava-se abalado.”

A história da psicossomática moderna começou pela observação das doenças que se declaravam em momentos de crise psicológica ou social e eram profundamente influenciadas por estes fatores. Assim a psicossomática germinou e se manifestou ao longo dos anos para enfim tomar corpo.  

Psicossomática = Mente e corpo físico, ou seja, a saúde compreendendo o ser humano de forma integral, pois tanto a medicina, quanto a psicologia já perceberam que não existe separação entre mente e corpo. Então, psicossomática é uma palavra substantiva que pode ser empregada  para qualquer tipo de sintoma, seja ele físico, emocional, psíquico, profissional, relacional, comportamental, social, familiar... Isto é, a medicina vigente,  porque a milenar medicina chinesa inclui o Espírito, como tão bem uma geração mais tarde, Platão (428-347 a.C.) escrevia: “O erro presentemente disseminado entre os homens é o de pretenderem empreender separadamente a cura do corpo e a do espírito.”

Heinroth, internista e psiquiatra, criou o termo “psicossomática” em 1818, numa tentativa de unificar fatores biológicos, psicológicos e sociais na fisiopatologia da doença.

“Segundo Mello Filho (2005 o.c.) a expressão doença psicossomática foi utilizada inicialmente para referir-se apenas a certas doenças como a úlcera péptica, asma brônquica, hipertensão arterial e colite ulcerativa onde as correlações psicofísicas eram muito nítidas posteriormente foi-se percebendo que tal concepção é potencialmente válida para todas as doenças.

Apesar dessa possível generalização já imaginada por Freud quando fez a recomendação que todo médico além de sua especialidade deveria ser treinado em psicanálise, o conceito de doença psicossomática persiste face à evidente relação de algumas patologias com fatores emocionais ou psicológicos como por exemplo:

“Se a emoção não se libertar... fixar-se-á nos órgãos e perturbará o seu funcionamento. A tristeza que se pode exprimir através de gemidos e do choro será rapidamente esquecida, enquanto o desgosto mudo, que corrói sem cessar o coração, acabará por destroçá-lo.” (Maudsley, na sua obra The physiology of mind - 1876)

Com a chegada da época das grandes descobertas físico-químicas e bacteriológicas: a da anátomo-patologia e da microbiologia na segunda metade do século XIX, e da patofisiologia do século XX, se bem que a experiência clínica tenha forçado os médicos a prestar atenção a aspectos emocionais e às condições de vida dos pacientes, estes assuntos permaneceram em geral fora do campo científico, por falta de uma metodologia adequada para os apreender.

Freud escrevia em 1913 a Viktor von Weizsacker que estava consciente da existência de fatores psicogenicos nas doenças, mas que teria desejado ver os psicanalistas restringirem-se, por razões de formação profissional, à investigação no domínio das neuroses. Groddeck o verdadeiro pai da psicanálise, encontrou na base dos diferentes estados patológicos, complexos psicológicos inconscientes. Félix Deutsch psicanalista vienense, prestou cada vez mais atenção ao papel desempenhado pelos fatores de ordem emocional na ocorrência da doença.

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Artrite;
Asma/Rinite;
Enxaqueca;
Gastrite/Úlcera;
Infecções da Helicobacter pylori;
Obstipação / Colite ulcerosa;
Impotência e outras disfunções sexuais;
Hipertensão arterial;
Fibromialgia

A demanda por intervenções psicológicas e estudos sobre causalidade por fatores emocionais nas alergias doenças auto-imunes como psoríase e vitiligo praticamente tem se constituído como uma nova especialidade ou ramo da medicina psicossomática a psiconeuroimunologia. O mesmo tem acontecido com o desenvolvimento das pesquisas sobre a multicausalidade de fatores determinantes nas diversas formas de câncer e originado inter-disciplinas como a psico-oncologia pediátrica ou simplesmente psico-oncologia”  Wikipédia

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