Meu querido professor Jorge Raff, dizia sempre ao pequeno grupo em que eu fazia parte como docente em florais, que quando um membro da família estava envolvido com drogas, ou outros vícios nocivos ao ser humano, toda a família devia ser tratada... Não tenho a menor dúvida quanto a isto em minha vivência e prática nos últimos quinze anos tratando de membros familiares, aliás não somente em se tratando de vícios... Compartilhamos memórias, registros, crenças subconscientes que se revelam em nossas vidas e que vão além do que podemos imaginar, pois carregamos toda nossa ancestralidade.

Carregar culpas não é o caminho, pois não existem culpas nem culpados, porém sim a responsabilidade, para o conhecer a si mesmo e sermos amorosamente surpreendidos com a re-velação, re-descobrir-mos que somos fruto do AMOR e para ele despertar!

Lena Rodriguez

www.cuidebemdevoce.com

 

Terapia floral em família?

Sim. O uso coletivo dos florais também é possível e tem sido uma alternativa saudável para gerar harmonia quando os conflitos em casa se acentuam. Veja como duas famílias adotaram o tratamento.

Uma crise no casamento, uma situação de instabilidade provocada pelo desemprego ou até aquela tão sonhada reforma que, quando chega, vira a casa de cabeça para baixo, deixando todo mundo irritado. Cena conhecida? Pois, assim como algumas pessoas já recorrem à terapia floral para se reequilibrar nessas situações, os terapeutas acreditam que a família inteira possa fazer o mesmo. Nesse caso, os florais são diluídos em água e comida ou aplicados em sprays de ambiente.

No Brasil, a pioneira nesse uso coletivo foi a pesquisadora Maria Grillo, do Rio de Janeiro. Criadora da linha Filhas de Gaia – formulações feitas de flores brasileiras –, ela coordenou uma pesquisa num centro de nutrição infantil, em Recife, de 1994 a 1998.

Desde então, tem acompanhado a recomendação de florais por comunidades carentes com ótimos resultados. “Em Recife, acrescentamos os florais no leite, na água do preparo do arroz, no mingau, em caldos e em sopas. A intenção foi minimizar a desnutrição de alma. Muitas das crianças atendidas não tinham nem pai nem mãe. Ao nutrir o afeto, ajudamos o corpo a reagir e aceleramos o processo de resgate”, relata Maria Grilo.

O que se notou foi uma recuperação mais rápida das crianças e de suas seqüelas físicas, psíquicas e motoras. “As crianças puderam ir para a rede pública de ensino com o desenvolvimento motor e de fala compatível com o de outras crianças na mesma idade (até 5 anos)”, diz a terapeuta.

A idéia dos florais em grupo nasceu da necessidade de atender populações carentes em situações nas quais não havia a possibilidade de cuidar de cada um individualmente. Mas acabou servindo para as circunstâncias em que várias pessoas enfrentam um problema comum. Em síntese, o que as essências certas fazem é estimular as virtudes que estavam adormecidas por causa de traumas, desavenças e atribulações do dia-a-dia.

UM POR TODOS

Os florais, contudo, não devem ser usados sem o conhecimento de todos da família. “A pessoa tem o direito de saber que está se submetendo a um tratamento. Isso é ético. Se alguém na família não quer tomar, é preciso respeitar sua decisão. E tudo bem. Pois, quando todos à volta se reequilibrarem, o que ficou de fora também tenderá a se reorganizar”, diz a terapeuta floral Cynthia Accioly Abu-Asseff, de São Paulo. “Acreditamos no conceito de sistema, ou seja, quando atingimos uma parte do grupo, o todo se beneficia”, complementa Maria Grillo.

Há ainda outra questão importante. “As essências florais funcionam dentro de um processo terapêutico, e o conhecimento do paciente é essencial porque significa conscientização”, informa a psicóloga Mônica Cervini, presidente da Confederação Brasileira de Terapeutas Florais. Ela dá um exemplo prático: “Se a pessoa tem uma dor de estômago relacionada a sua dificuldade em digerir os acontecimentos, ela tem que mudar de atitude perante a vida e desejar isso, caso contrário, poderá melhorar com medicamentos, mas depois de algum tempo terá o problema de novo.”

COMO USAR

O terapeuta recomenda o floral individual para cada membro da família que estiver disposto a tomá-lo e cria um composto para aspergir no ambiente e atuar sobre os outros.

Os sprays podem ser usados no ambiente mesmo que as pessoas não estejam presentes. Uma receita simples dada pela terapeuta Cynthia Accioly é: em um spray com 30 ml de água, adicione 20% de álcool de cereais e pingue 2 gotas de cada floral escolhido (veja boxe). Borrife.

O floral também pode ser adicionado ao preparo de sucos e alimentos. Em geral, duas gotas por pessoa são suficientes. “O número de gotas não é o mais importante”, frisa Cynthia. “O mais importante é usar o floral. O próprio Bach disse que recomendava duas gotas para o caso de uma eventualmente cair fora do vidro.” Para um grupo de cinco pessoas, a terapeuta Maria Grillo recomenda uma gota apenas, mas que se busque a solução-estoque, comprada em distribuidores – menos diluída do que a da farmácia.

REGULAMENTAÇÃO

Doses à parte, vários estudos provam a consistência da terapia floral. A enfermeira e obstetriz Olympia Gimenes desenvolveu uma dissertação de mestrado na Universidade de São Paulo (USP) sobre a possibilidade de usar os florais para diagnósticos. Trinta pessoas foram entrevistadas em dois momentos. No primeiro, um pesquisador aplicava um teste reconhecido nos meios acadêmicos para elaborar um diagnóstico emocional. A seguir, a terapeuta, sem conhecer o resultado do teste, usava o que ela chama de ressonância para fazer o diagnóstico. Segurava a mão do paciente e ia separando os florais. “Quando passava a mão pelos vidrinhos, eu sentia uma reação parecida com a de um ímã”, explica ela. Durante um mês, o paciente usava os florais indicados e depois voltava para fazer o teste de diagnóstico emocional. “O resultado demonstrou que a queixa dos pacientes diminuía”, afirma Olympia.

Estudiosos buscam na ciência as explicações para esse poder curativo. Dizem que as essências trazem informações que atuam nos seres vivos por ressonância vibratória, estimulando processos de transformação da consciência e despertando dons, talentos e virtudes.

A pesquisadora Maria Grillo toma como base os estudos do matemático e filósofo David Chalmers, professor da Australian National University, que afirma que os elementos básicos de nossa realidade são matéria, energia e consciência. Considera também os estudos do biólogo inglês Rupert Sheldrake, que apontam a existência de campos de consciência. “Toda manifestação de vida tem um impulso básico. Isso é o que compõe os campos de consciência”, reforça Maria Grillo. Na terapia floral, os campos de consciência da flor entram em contato com os do paciente, realinhando alma, mente e corpo. “Se uma pessoa tem medo perante a vida, usa-se um floral que desperte a coragem”, define Cynthia. É uma alternativa que começa sutilmente a fazer diferença.

ATÉ NAS MELHORES FAMÍLIAS

A família Charbel usa florais desde a primeira gravidez de Patrícia. Costumam acrescentar gotas no suco e na água que tomam, além de vaporizar os florais pela casa. “Quando as crianças eram bebês, pingava na moleira para ficarem tranqüilos. Agora, na adolescência (Pedro tem 14 anos, e Marcela, 12), quando os hormônios entram em ebulição, eles mesmos solicitam uma consulta à terapeuta no momento em que sentem a coisa apertar”, relata Patrícia Charbel, 41 anos. Mas é nas situações de emergência e crise aguda que mais observam seus efeitos. Em julho de 2005, estavam em um sítio em Atibaia, quando Carlos, 40 anos, cortou o dedo indicador e o polegar numa serra elétrica. A correria para São Paulo, a internação, a cirurgia para o reimplante, o pós-operatório, a fisioterapia intensa, e, pior, o receio de não poder mais trabalhar (Carlos é dentista) angustiaram a família. “Foram pelo menos 40 dias de grande expectativa. Tive que ficar em casa, sem saber se ia poder voltar ao consultório. Os florais me deram suporte para manter a estabilidade emocional necessária à recuperação”, conta ele. “Começamos a usar já na viagem de volta a São Paulo. A gente tomava água com floral e pingava ao redor do ferimento. E o resultado é que conseguimos superar esse drama com uma calma surpreendente”, completa Patrícia, que também trabalha com implantes dentários.

A boa experiência levou os dois profissionais a usar a terapia no consultório. “Sempre há tensão antes de uma cirurgia. Então, explicamos a ação dos florais e a oferecemos ao paciente. Se ele aceitar, começa a tomar na sala de espera ou até alguns dias antes. Acredite: alguns chegam a dormir na cadeira”, conta Patrícia.

TEXTO: RITA MORAES

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