VITILIGO e Perda de Alegria

O vitiligo é considerada uma doença autoimune, caracterizada pela perda da coloração da pele = doença autoimune é quando as próprias células do organismo produzem anticorpos contra si mesmo.

Dizem que a última rainha da França não conseguiu esconder o desespero no fim da vida. Maria Antonieta acordou com manchas brancas espalhadas pelo corpo no dia em que seria guilhotinada em praça pública. Era Vitiligo. Ainda são desconhecidas as causas da doença que afeta a pigmentação da pele, mas sabe-se que há um importante componente psicológico.

As doenças psicossomáticas não se desenvolvem de forma exatamente linear, mecânica e previsível, uma vez que envolve a subjetividade, fatores individuais e únicos na história de vida do doente. Fatores estes que não podem ser generalizados para qualquer pessoa. Apesar disso, há um significado simbólico em relação as doenças de pele. No caso do Vitiligo, os próprios pacientes que são acometidos pela enfermidade, costumam relatar algum evento estressante em suas vidas, em paralelo com o desenvolvimento e surgimento das manchas.

O Vitiligo é a falta de pigmentação da pele, ou seja, a perda da melanina. Cientificamente, tem-se mostrado relevante os aspectos emocionais no desenvolvimento e da progressão do Vitiligo. Recentemente com a chegada da psiconeuroimunologia, que procura estabelecer um vínculo entre a liberação de substâncias cerebrais sobre o corpo, se discute como a depressão e o pessimismo podem contribuir para que um sistema imunológico fique enfraquecido, ocasionando uma expectativa de vida menor (Steptoe & Wardle, 2011). A perda de pigmentação pode ser classificada como uma doença auto-imune. É uma espécie de autoagressão. De uma forma simbólica, pode representar a perda de alegria, pois a “cor” nos dá vida.

O estudo na área ainda é precário, porém dados iniciais têm demonstrado que pacientes que realizam trabalho psicológico, em conjunto com o médico, obtêm melhores resultados e perspectivas de tratamento (Sant Anna et al., 2003). A explicação científica reside no fato de diversos neurotransmissores, que antigamente pensava-se estarem presentes apenas no cérebro, estão em outras partes do corpo. Por exemplo o neurotransmissor alfa-MSH (melanocyte stimulating hormone), presente na pele, mas que sua produção é coordenada pelo cérebro. O alfa-MSH pode ter sensibilidade afetada pelo estresse, fazendo com que inflamações na pele fiquem fora de controle (Epel et al., 2004).
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