Dr. Edward Bach

A Vida de Edward Bach - Resumo de sua vida
Desta infância
vivida próxima ao campo nasceu o amor de Bach pela natureza. Conta-se que ele
realizava longas caminhadas pelo campo e pelas montanhas. E que era capaz de
ficar horas concentrado apreciando a natureza.
Era um ser
dotado de grande compaixão, pois todo sofrimento, seja de que criatura fosse,
despertava nele o desejo de ajudar e a vontade de amparar e curar. Este traço
fez surgir cedo a vontade de ser médico ou pastor.
Com 16 anos
terminou a escola. Antes de ir para a universidade trabalhou por 3 anos em uma
fundição de cobre da família (1903). Seu desejo era fazer economia para custear
parcialmente seus estudos, apesar de sua família possuir uma boa condição
financeira. Bach, com sua índole determinada, já nutria fortes anseios de
liberdade e independência. Aos 17 anos começou a trabalhar também junto a
cavalaria de Worcestershire.
Segundo Nora
Weeks (1), nesta fase da vida Bach já fazia críticas à medicina pois achava os
tratamentos caros e pouco satisfatórios. E, observando nos funcionários da
fundição o aspecto mental da doença, já pensava que poderia existir um método
que curasse o corpo e tranqüilizasse a mente.
Aos 20 anos de
idade iniciou seus estudos médicos. Em 1912 graduou-se médico em Londres. Lá
ficou até 1930. Graduou-se também como bacteriologista, patologista e em saúde
pública. Neste início de carreira até “evitava os parques de Londres, temendo
que o chamado da natureza se mostrasse muito forte e o distraísse de seu
trabalho ... achando que apenas nas alas e laboratórios do hospital descobriria
como aliviar verdadeiramente os sofrimentos daqueles pacientes” (1, pág. 15).
Atendendo a
dezenas de pacientes, se dedicando integralmente a medicina, Bach começou a
observar que cada remédio tratava algumas pessoas, mas não outras. Ele se
perguntava: porque isto? E começou a observar que as pessoas reagiam de forma
diferente às doenças. O passo seguinte foi entender que as pessoas com os
mesmos temperamentos reagiam melhor aos mesmos remédios ou aos mesmos métodos
de cura. “A personalidade do paciente, o ser humano enfermo, era para Bach a
principal indicação do tratamento exigido; o panorama da vida do paciente, suas
emoções, seus sentimentos, eram todos pontos de importância fundamental no
tratamento das incapacidades físicas” (1, pág. 17).
Um fator
importante para entendermos a vida de Edward Bach é que ele, desde bebê, sempre
teve uma saúde frágil. Teve que desistir de ser cirurgião em um hospital e não
foi aceito como militar devido a esta fragilidade. Em 1917 teve um sério
problema de saúde, que o levou a uma cirurgia de emergência. Seu estado era
muito delicado e os médicos disseram-lhe que poderia ter apenas mais três meses
de vida. Após algumas semanas de repouso ele voltou ao trabalho no laboratório.
O trabalho intenso e uma formidável vontade de viver foram seus “remédios”
nestes meses de recuperação. E para surpresa de muitos ele se curou. Esta
experiência foi o momento crucial de confirmação de que o estado mental da
pessoa está diretamente relacionado (como causa principal) à doença que afeta o
corpo.
Bach foi um médico bem sucedido como clínico, como pesquisador (seus trabalhos científicos foram publicados em importantes revistas científicas) e como homeopata. Em 1922 teve seu primeiro contato com a homeopatia. Encontrou neste sistema muitas das idéias que estava desenvolvendo, como, por exemplo, “trate o paciente e não a doença”. Como ele, Hahnemann se guiava mais pelos sinais mentais do que os físicos para descobrir qual o remédio mais adequado para cada paciente. A identificação foi imediata, e Bach passou a usar o método da diluição e potencialização da homeopatia para produzir suas vacinas e outros remédios.
Sob o impulso da
homeopatia Bach passou a buscar formas mais suaves e mais naturais de cura.
Suas vacinas passaram a ser via oral (não mais injetável) e ele procurou na
natureza os componentes dos medicamentos. Iniciou procurando por plantas e
acabou encontrando as flores.
Nesta época ele passou a classificar as pessoas segundo tipos previamente definidos de comportamento. Acreditava que cada grupo-tipo identificado possuía sofrimentos comuns, que geravam as doenças, e que poderiam ser tratados por remédios naturais que curassem seus sofrimentos. “Como finalmente descobriu, ao tratar o temperamento ou o humor do paciente e não a doença, a espécie de doença, seu tipo, seu nome e duração não tinham qualquer conseqüência” (1, pág 36).
Em 1928 descobre
as três primeiras flores do sistema Bach: Impatiens,
Mimulus, Clematis. Mas suas pesquisas só ganharam novo impulso quando ele tomou
uma decisão radical: ir até a natureza, para lá pesquisar um novo sistema de
cura. Em 1930 (com 43 anos) ele abandonou tudo (consultório, laboratório, fama,
conforto) e partiu para uma vida no campo. Sua decisão foi tão radical que
queimou tudo que havia escrito. Foi inicialmente para Gales, onde viveu
modestamente em uma casa, tratando das pessoas sem cobrar, vivendo apenas com o
mínimo necessário.
Durante os anos
em que viveu no campo caminhou pela natureza, observou-a, contemplou-a e,
principalmente, sintonizou sua intuição. Cuidou também de observar os homens,
seus tipos, sofrimentos, manias, valores, crenças e doenças. Nesta nova fase de
pesquisa seu instrumento principal não era a ciência e sim sua intuição,
disciplina e capacidade de observação. Além, é claro, da sensibilidade. Pois
foi através desta habilidade que ele testou em si as essências, antes de
testa-las em seus pacientes.
Esta tremenda capacidade de perceber, intuir, sentir, observar só é encontrada em casos muito especiais. Bach, com certeza, era uma pessoa muito especial e que possuía maturidade, conhecimento, equilíbrio e bondade para utilizar de modo construtivo e positivo estas habilidades.
Em maio de 1930, Bach observou o orvalho em uma flor recebendo os raios solares. Intuiu que aquela gota exposta ao sol poderia estar magnetizada com as propriedades energéticas da flor. Imediatamente começou sua pesquisa. Coletava as gotas de orvalho de várias plantas, algumas que ficaram expostas ao sol, outras que ficaram à sombra. Testou em si, persistentemente, o efeito de cada um dos orvalhos recolhidos. Após exaustivas pesquisas Bach avaliou que as gotas expostas ao sol poderiam servir como remédios. Faltava, porém, saber quais plantas seriam utilizadas (e para o que) e ainda descobrir uma forma mais simples de coletar as essências das flores. Ainda em 1930 Bach resolveu testar um método de extração mais simples: colocar as flores em uma jarra com água exposta ao sol. Este método ganhou o nome de método solar.
Neste mesmo ano
Bach escreve o livro “Cura-te a ti mesmo”, que revela de modo claro sua visão
da doença como uma conseqüência dos estados mentais da pessoa. E descreve os
melhores remédios como sendo aqueles que ajudam as pessoas a se livrarem dos
estados mentais negativos que causam a doença.
Entre agosto de 1930 e a primavera de 1931 Bach morou na vila de Cromer, a beira mar. Após isto, voltou para Gales, foi para Londres, e mudou várias vezes. Na realidade ele ficou viajando pelo país a maior parte do tempo, procurando nos campos as plantas que curariam os estados mentais que já havia identificado. Até 1932 descobriu 12 flores.
Apesar das
constantes viagens Bach não deixou de clinicar. Pacientes de vários lugares do
país iam se consultar com ele. À medida em que suas pesquisas avançavam e
seu conhecimento dos estados mentais amadurecia, mais e mais exemplos da
eficiência deste modo de tratamento apareciam. Para sua satisfação ele via suas
essências agirem mesmo em pacientes cujos problemas ele não havia conseguido
melhorar quando utilizava a medicina tradicional. Este êxito inicial foi
importante para mostrar que estava no caminho correto: as essências eram úteis
e a forma de diagnosticar era correta.
Em 1932 fica
dois meses em Londres clinicando, porém não se adapta a vida na cidade grande.
Durante seu tempo livre visita os parques londrinos e escreve dois livros:
Liberte-se e Os doze Remédios Curadores.
Nesta fase de suas pesquisas, Bach decidiu que deveria começar a popularizar suas descobertas. Escreveu artigos para o público em geral e colocou anúncios em jornais. Imediatamente o Conselho Britânico Médico o advertiu sobre os anúncios. Ele respondeu que estava divulgando algo que era útil e importante para as pessoas conhecerem. Este incidente, que terminou com a troca de algumas cartas, foi simbólico por demonstrar que a terapia floral ia além do campo restrito da medicina e que esta deveria ser praticada por curadores não médicos. O fato de Bach ter auxiliares não médicos foi motivo para outro problema com este Conselho, em 1936, pouco antes do seu falecimento.
Em 1933 descobre as outras 4 essências (correspondentes a mais quatro estados mentais) a que dá o nome de “Os Quatro Auxiliares”. Como o próprio nome indica estas essências teriam como função auxiliar o trabalho das outras doze essências já descobertas. Publica o livro: Os Doze Remédios Curadores e os Quatro Auxiliares.
Em 1934 cria a
primeira versão do seu remédio mais famoso: Rescue (com Rock Rose, Clematis,
Impatiens). Descobre outras três essências e os quatro auxiliares tornam-se
sete. Muda-se para Sotwell, para uma casa chamada “Mount Vernon”.
Em 1935 Bach
descobre 19 novas essências completando as 38 essências do seu sistema. Também
descobre o método de extração por fervura. Foi um período intenso de trabalho,
pois Bach normalmente observava nas pessoas e em si os estados mentais
negativos e depois de identifica-los procurava pelas plantas necessárias para
melhora-los, o que significava testar em si mesmo os efeitos das essências.
Este intenso trabalho externo e interno desgastou muito sua energia e sua
vitalidade, o que piorou muito sua frágil saúde. Ele necessitava
descansar, mas o número de pacientes aumentava constantemente. Ele atendia a
todos, sem cobrar, satisfeito em ver os resultados benéficos de suas essências.
Neste ano seus
florais já eram utilizados em muitas cidades e até no exterior, com bons resultados.
Para Bach o teste definitivo das suas essências e do seu método de diagnóstico
era a cura dos pacientes.
Em 1936 escreve
“Os Doze Remédios Curadores e Outros Remédios”, com uma descrição clara e
simples das 38 essências e dos 38 estados mentais que elas curam. Sua obra
estava terminada. Como a difusão apenas começava, encarregou seus dois
principais assistentes desta tarefa. Em 27 de novembro de 1936 faleceu enquanto
dormia (parada cardíaca).
Bach foi um
homem que realizou o que sonhou: descobriu um método de cura simples e natural,
de fácil compreensão e fácil aplicação. E ainda nos ajudou a entender a
importância da mente na origem das doenças.
Autor: Regis S. Mesquita de Oliveira
Bibliografia:
1) As Descobertas Médicas de Edward Bach, Nora
Weeks, Ed. Inst. Dr. Edward Bach
2) Padrões de Energia Vital, Julian Barnard,
Editora Aquariana
3) A Terapia Original com as Essências Florais de Bach, Mechthild Scheffer, Editora Pensamento.
In : Florais On Line
Tags: dr. bach florais sua vida








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