A única decisão viável...
Decisão
talvez seja a única e maior atitude que podemos ter em nosso dia a dia... Decisão
não é algo fácil, pois exige uma ação, exige que uma parte nós, especialmente
aquela cansada de sofrer se renda, não como um ato de fraqueza, mas de força!
Força,
sim! Porque na medida em que nos entregamos ao Espírito que nos anima e que
sabe em nós, começamos por sentir vislumbres de leveza... Por vezes, nem
chegamos a ver a solução do que nos afligia, mas somos banhados por uma paz interna
que vai nos alimentando de confiança, Fé!
Medo é
sinônimo de nosso ego e amor emana de nosso espírito... Qualquer evento que nos
tire da paz é um sinal de alerta para retornarmos à nossa decisão... Quando não
nos encontramos na paz, na alegria, estamos sintonizados em nosso ego, permitindo
que ele tenha o comando sobre nossa vida.
Somente
o ego vê problemas como insolúveis... Arrepender-nos por algo cometido só nos
gera culpa e a culpa só reforça o erro ao invés de ser desfeito... É esse
círculo vicioso que nos mantém preso ao sofrimento.
Estar
acordados, despertos e presentemente no agora, exige decisão...
Qual verdade, qual luz irrompe através da janela da minha mente?
Ela é o leste e o Espírito Santo é o sol.
Levante-te, meu amigo, dissolve a lua do ego
que já está doente e pálido de pesar
porque tu, a verdade, és muito maior que ele.
Oh, Ele é a Criança Crística, sim. Ele é o meu Amor
e, se soubesse O Que eu sou, o brilho da minha mente
iria envergonhar as estrelas, assim como a luz do dia faz a sua lamparina.
Minha Mente no Céu iria, através das regiões não vistas, jorrar
de modo tão brilhante
que
o mundo iria cantar e não conheceria a noite.
(Shakeaspeare)
Essa
decisão nos pede firmeza e que permaneçamos cientes de que o processo de
desfazer não vem de nós, porém apesar de tudo está dentro de nós, pois Deus o
colocou dentro de nós.
“Tu
não podes cancelar sozinho os teus erros passados. Eles não desaparecerão da
tua mente sem a Expiação, um remédio que não foi feito por ti.” (UCEM-pg.87)
Diz-nos
ainda, que nossa parte é simplesmente fazer voltar o nosso pensamento ao ponto
no qual o erro foi feito e entregá-lo à Expiação > ato de desfazer. Pede-nos
ainda que digamos a nós mesmos da maneira mais sincera possível e que nos
lembremos que o Espírito Santo, o Cristo Interno ou Eu Superior vai responder
plenamente à nossa mais leve invocação. Então podemos começar o nosso dia com a
Decisão a favor de Deus:
“Devo
ter decidido errado, porque não estou em paz.
Tomei a
decisão por mim mesmo, mas posso também decidir de outra forma.
Quero
decidir de outra forma, porque quero estar em paz.
Não me
sinto culpado porque o Espírito Santo vai desfazer todas as conseqüências da
minha decisão errada se eu Lhe permitir.
Escolho
permitir-Lhe, deixando que Ele decida a favor de Deus por mim.” (UCEM-pag. 95)
A decisão é se render à vontade d’Ele, lembrando-nos em todos os momentos, especialmente naqueles em que nos desviamos de nossa decisão e o ego irrompendo com julgamentos, sendo o perdão o tema central:
“Não podes ver os seus pecados sem ver os teus.
Mas
podes libertá-lo e a tu mesmo também.” (Oração do Perdão-pg.22)
E o
Curso nos ensina, eu me perdôo por aqui que não fiz, eu te perdôo por aquilo
que você não fez, pois:
“Contempla
a grande projeção, mas olha-a com a decisão de que ela tem que ser curada e não
com medo. Nada do que fizeste tem qualquer poder sobre ti, a não ser que ainda
queiras estar à parte do seu Criador e com uma vontade oposta à Sua.” (UCEM-pg.504)
Por Lena Rodriguez