A única decisão viável...

Decisão talvez seja a única e maior atitude que podemos ter em nosso dia a dia... Decisão não é algo fácil, pois exige uma ação, exige que uma parte nós, especialmente aquela cansada de sofrer se renda, não como um ato de fraqueza, mas de força!

Força, sim! Porque na medida em que nos entregamos ao Espírito que nos anima e que sabe em nós, começamos por sentir vislumbres de leveza... Por vezes, nem chegamos a ver a solução do que nos afligia, mas somos banhados por uma paz interna que vai nos alimentando de confiança, Fé!

Medo é sinônimo de nosso ego e amor emana de nosso espírito... Qualquer evento que nos tire da paz é um sinal de alerta para retornarmos à nossa decisão... Quando não nos encontramos na paz, na alegria, estamos sintonizados em nosso ego, permitindo que ele tenha o comando sobre nossa vida.

Somente o ego vê problemas como insolúveis... Arrepender-nos por algo cometido só nos gera culpa e a culpa só reforça o erro ao invés de ser desfeito... É esse círculo vicioso que nos mantém preso ao sofrimento.

“... Seguir a orientação do Espírito Santo é se deixar absolver da culpa.” (UCEM- pg.72)

Estar acordados, despertos e presentemente no agora, exige decisão...

Qual verdade, qual luz irrompe através da janela da minha mente?

Ela é o leste e o Espírito Santo é o sol.

Levante-te, meu amigo, dissolve a lua do ego

que já está doente e pálido de pesar

porque tu, a verdade, és muito maior que ele.

Oh, Ele é a Criança Crística, sim. Ele é o meu Amor

e, se soubesse O Que eu sou, o brilho da minha mente

iria envergonhar as estrelas, assim como a luz do dia faz a sua lamparina.

Minha Mente no Céu iria, através das regiões não vistas, jorrar

de modo tão brilhante

que o mundo iria cantar e não conheceria a noite. (Shakeaspeare)

Essa decisão nos pede firmeza e que permaneçamos cientes de que o processo de desfazer não vem de nós, porém apesar de tudo está dentro de nós, pois Deus o colocou dentro de nós.

“Tu não podes cancelar sozinho os teus erros passados. Eles não desaparecerão da tua mente sem a Expiação, um remédio que não foi feito por ti.” (UCEM-pg.87)

Diz-nos ainda, que nossa parte é simplesmente fazer voltar o nosso pensamento ao ponto no qual o erro foi feito e entregá-lo à Expiação > ato de desfazer. Pede-nos ainda que digamos a nós mesmos da maneira mais sincera possível e que nos lembremos que o Espírito Santo, o Cristo Interno ou Eu Superior vai responder plenamente à nossa mais leve invocação. Então podemos começar o nosso dia com a Decisão a favor de Deus:

“Devo ter decidido errado, porque não estou em paz.
Tomei a decisão por mim mesmo, mas posso também decidir de outra forma.
Quero decidir de outra forma, porque quero estar em paz.
Não me sinto culpado porque o Espírito Santo vai desfazer todas as conseqüências da minha decisão errada se eu Lhe permitir.
Escolho permitir-Lhe, deixando que Ele decida a favor de Deus por mim.” (UCEM-pag. 95)

A decisão é se render à vontade d’Ele, lembrando-nos em todos os momentos, especialmente naqueles em que nos desviamos de nossa decisão e o ego irrompendo com julgamentos, sendo o perdão o tema central:

“Não podes ver os seus pecados sem ver os teus.

Mas podes libertá-lo e a tu mesmo também.” (Oração do Perdão-pg.22)

E o Curso nos ensina, eu me perdôo por aqui que não fiz, eu te perdôo por aquilo que você não fez, pois:

“Contempla a grande projeção, mas olha-a com a decisão de que ela tem que ser curada e não com medo. Nada do que fizeste tem qualquer poder sobre ti, a não ser que ainda queiras estar à parte do seu Criador e com uma vontade oposta à Sua.” (UCEM-pg.504)

Por Lena Rodriguez

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