Auto perdão e transmutação

“... Uma vez um professor contou-me a historia hawaiana da criação do mundo. Segundo essa historia quando Deus criou a terra e pôs nela Adão e Eva, disse-lhes que estavam no paraíso, que não deveriam preocupar-se com nada, que tudo de que necessitassem lhes seria provido. Também lhes disse que lhes daria um presente, a oportunidade de escolher se queriam tomar suas próprias decisões, e nesse caso lhes daria o livre arbítrio.

Então Deus criou a árvore das maçãs e disse-lhes:

-“Isso se chama pensar. Vocês não necessitam de pensar. Eu posso prover todas suas necessidades. Não devem preocupar-se, mas podem escolher se ficam comigo ou se tomam seu próprio caminho”.

E assim eles escolheram comer a maçã, ou seja, decidiram pensar por si mesmos e assumir os riscos. Mas o grande problema não foi comer a maçã, e sim não se fazerem responsáveis e dizer: “Sinto-o”. Foi aí que Adão teve que ir procurar seu primeiro trabalho.

Tal como Adão, estamos sempre mordendo a maçã, sempre pensando que sabemos mais, que podemos resolver tudo sozinhos com nosso pensamento e não nos damos conta de que existe um caminho bem mais fácil...” (M.Collins)

Comentário:

A questão do pensamento precisa ser bem explicada. O pensamento é o que difere o homem de outros animais. Deus disse ao casal no paraíso que eles teriam de tudo que necessitassem, e que para isso não precisariam pensar. O que o criador quis dizer era que eles não precisavam se preocupar, ficar pensando com angústia de onde viria a próxima refeição ou aonde iriam se abrigar durante a noite. Disse também a eles que poderiam pensar (assumir a responsabilidade) se quisessem bastando para isso comer a maçã. Quando Adão e Eva comeram a maçã, decidiram-se pelo livre arbítrio, ou seja, pensarem por si mesmos. Porém eles não sabiam ainda como fazer e desconheciam o poder do pensamento, essa que é a força mais poderosa do universo. Sentiram-se inseguros e preocupados, o que levou Adão a sair à procura do primeiro trabalho. Sua mente racional passou a funcionar, e ela lhe dizia que ele deveria trabalhar a fim e prover o seu sustento. Ele desconhecia que bastaria alinhar seus pensamentos ao pensamento de Deus para criar tudo de que necessitava. Bastaria ter fé, assim como as aves dos céus e os lírios dos campos para que fossem supridas todas as suas necessidades. Eles não entenderam e julgaram que teriam que conquistar tudo com suor e esforço.

Desde então a humanidade assim age para conseguir seus intentos: trabalho duro, competitividade, esperteza. Se Adão e Eva não sabiam usar de forma correta o poder do pensamento, tampouco nós o sabemos atualmente, milênios depois. Estamos em busca do paraíso, aquele perdido lá atrás com a mordida na maçã. E essa é a nossa angustia, pois quase sempre procuramos no lugar errado. Por isso que a autora diz que continuamos mordendo a maça, todos os dias, e acreditando conhecer tudo, nos afastamos de nossa originalidade.

Outra coisa que quero explicar que toda essa história de Adão e Eva é figurativa e simbólica. Sabemos pela teoria da evolução da espécie que não faz sentido real a historia do primeiro casal, sendo apenas uma alegoria
.(L.Ribeiro)

Liberte-se de sua mente, daquela voz interna que comenta, especula, julga, compara, queixa-se, aceita, rechaça e assim por diante. A voz não se refere ao seu momento presente, ela está revisando um passado recente ou longínquo, ou imaginando situações futuras.

A vida é uma repetição de lembranças, programas registrados como um CD colocado em repeat, como uma gravação tocando em nossas cabeças o tempo todo. Somos dirigidos e influenciados  sem nos darmos conta (importante ler). Nós não podemos evitar que essas gravações existam, posto que as criamos (ego) e as alimentamos por éons.  Porém, se quisermos dar um basta a todo sofrimento que infringimos a nós mesmos temos escolha em parar de toca-las. Existe um “botão” de desligar, sabiam?

Este botão é uma analogia para o único elemento que compõe o ser humano, - sua mente supraconsciente. Elemento este em todos nós, totalmente imune as nossas criações.

Quando conscientemente, movidos pela escolha de querermos nos libertar, damos o comando para essa divina parte em nós, para que apague, limpe e remova essas ancestrais recordações,  permitimos que nossos sentimentos, julgamentos que fazemos a nós mesmos, sejam transmutados e começamos então a experienciar nosso verdadeiro ser.

A prática de Ho’oponopono nos leva a assumir 100% da responsabilidade sob nós mesmos, perdoando e acima de tudo nos perdoando e assim expressarmos o AMOR que somos!

Lena Rodriguez

*A flor tema ZINNIA está relacionada com as qualidades da Alma ligadas a responsabilidade pessoal e ao pensamento construtivo. Quando nos encontramos não despertos e, portanto, em nosso estado negativo, descarregamos a bile contra o destino, ressentindo-nos do tratamento que recebemos. Nem podemos compreender que os outros sejam tão alegres e tão isentos de preocupações; nós lhes invejamos a boa fortuna e nos sentimos tentados a estragar lhes o dia. Todos nós podemos ter dias assim, quando não estamos bem com nós mesmos, representam dias em estado negativo temporários da frequência energética de Zinnia. Porém, quando se trata de nosso floral âncora e por nele se encontrar 90% de nossos problemas pode ser algo crônico... Nesse caso, terá um efeito muito destrutivo sobre a pessoa e todo o seu ambiente. Assim como a maça estragada, mais cedo ou mais tarde, fará que apodreçam todas as outras na mesma cesta... A pessoa no estado negativo crônico de Zinnia, tende a infectar os que a rodeiam, transformando-se numa desmancha prazeres e numa chata. Pois, sente-se uma vítima indefesa de um destino cruel, que, reiteradamente lhe mostra seu desamor, nunca lhe ocorrerá pensar em seu próprio comportamento. Zinnia é um estado em que as decepções e o ressentimento são projetados com força sobre o mundo externo. As pessoas do tipo Zinnia, podem guardar ressentimento durante anos, sem nunca colocar as cartas na mesa e sem dar explicações a ninguém. O resultado é que o tipo crônico de Zinnia se vê, aos poucos, mais isolado e amargurado e, por seu turno, afasta-se cada vez mais da vida. É uma “vítima” e isto lhe fornece a desculpa perfeita para não aceitar a responsabilidade pelo próprio destino. Continuará a apontar com firmeza para o mundo exterior, recusando-se absolutamente a reconhecer, ou mesmo considerar, qualquer conexão entre os acontecimentos exteriores e seu estado interior. Onde resido o erro no estado de Zinnia? Reside na recusa da personalidade (ego), em aceitar a orientação do EU Superior, tentando bloquear toda orientação, erguendo um “muro de pedra” negativo. Em lugar de se unir ao EU Superior, ela que antes opor-lhe resistência passiva. Aprendermos a reconhecer esse estado negativo e aceitar a própria amargura, a própria negatividade é sempre o primeiro passo. Pois tudo que experimentamos no exterior resulta da projeção para fora dos nossos pensamentos e o ser humano vive num mundo que pensou e criou para si. As pessoas em estado positivo de Zinnia compreendem que, em lugar de serem vítimas, são os arquitetos do próprio destino e que a mente humana tem escolhas. A ajuda do floral Zinnia, com os atributos da mente supra consciente, ou seja, a Alma com plena responsabilidade por ela mesma e consequente positivismo, vai liberando a inocência da criança interna que somos a criança em seu estado original, em Essência.

 Cuide bem de você...


ZINNIA (Zinnia elegans)

Princípios da Alma

responsabilidade pessoal e pensamento construtivo


 





 

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